TV local de Nova Friburgo: comercial, inserção e produção

O que é uma emissora municipal e para quem ela serve

Canal local é aquele cuja programação inteira fala de uma cidade ou pequena área. Não existe rede nacional no meio, não existe intervalo dividido com anunciante de outro estado, e quem está assistindo mora ali, compra ali e reconhece as ruas que aparecem na tela.

Isso cria uma audiência pequena em número absoluto e muito concentrada em qualidade. Para o comércio de bairro, para a clínica, para a escola e para o prestador de serviço, falar com dez mil pessoas que moram a três quilômetros vale mais do que aparecer para cem mil espalhadas por meia dúzia de municípios.


TV Zoom, a primeira feita só para Nova Friburgo

A TV Zoom entrou no ar em 16 de maio de 2000, data do aniversário do município, e foi a primeira com programação inteiramente voltada para a cidade. Começou no canal 14 e hoje está no 10.

Em 2021 o controle passou para a ACIANF, a entidade que reúne o comércio e a indústria daqui, e no ano seguinte veio uma reformulação inteira. Hoje são mais de mil e cem minutos de conteúdo próprio por semana, produzidos em sete estúdios por uma equipe de mais de trinta pessoas.

O carro-chefe é o Zoom Notícias, telejornal de meia hora que vai ao ar de segunda a sexta no início da noite. Ao redor dele estão o Toda Manhã, de variedades, que já passa dos vinte anos no ar, e o Zoom Rural, voltado ao agronegócio da serra, além do Zoom Fashion, do Pet Zoom, do Muito Mais Saúde e do bloco de esporte, que acompanha o futebol friburguense.

Para quem anuncia, essa lista importa mais do que parece. Cada faixa fala com gente diferente, e patrocinar o quadro certo costuma custar menos e render mais do que comprar espaço solto ao longo do dia. Quem vende ração conversa com o Pet, quem vende insumo agrícola conversa com o Rural.

A transmissão não para na TV por assinatura. O sinal sai também no site, no aplicativo, no YouTube e em plataformas de streaming, o que soma a audiência de quem não tem o cabo em casa.


TV Cidade, a do Sistema RCA

Surgiu em 4 de maio de 2010, dentro do Sistema RCA da Comunicação, e nasceu com o nome TVC News, abreviação de TV Verdade e Confiabilidade, no canal 6. Em 2017 passou a se chamar TV Cidade e migrou para o canal 8. Leva à população as principais notícias do município e mantém presença forte também nas redes sociais.

A grade é predominantemente jornalística. O TVC Notícias foi o primeiro telejornal da casa e hoje divide o horário com o Jornal da Cidade. Completam a programação o Nova Friburgo em Foco, o Transparência, De A a Z, o Visão e Ação, o Cler In Revista, de moda, o SOS Hospital do Câncer e a transmissão da TV Câmara.

Essa concentração em notícia e serviço público desenha um telespectador diferente da concorrente, mais velho e mais ligado no que acontece na prefeitura e na câmara. Para quem fala com esse perfil, patrocinar um dos telejornais rende mais do que o espaço avulso no intervalo.

As duas convivem sem se anular, porque atendem hábitos diferentes de consumo de notícia. Anunciar nas duas ao mesmo tempo é comum e costuma custar menos do que uma única exibição em emissora de alcance regional.


O mesmo modelo existe nas cidades vizinhas

A maior parte do estado repete o modelo, com veículos ligados a operadoras de TV por assinatura ou a grupos de comunicação da própria praça. A lógica de contratação é parecida: grade curta, jornalismo próprio e espaço comercial negociado sem intermediário.

Em Teresópolis quem faz esse papel é a Diário TV, no 4 do cabo da RCA e no 4.1 da Speed Fiber, ligada ao jornal O Diário de Teresópolis, que circula de terça a domingo. O que sai no papel vira pauta na tela, e a transmissão corre em paralelo no YouTube e no portal da casa.

Petrópolis tem mais de uma opção. A TV Petrópolis fica no 10, a TVI Petrópolis, hoje Nova TVI, mantém programação própria de notícia e entretenimento, e a TVC 16 cobre agenda cultural e eventos. São três opções disputando a mesma cidade, o que também quer dizer audiência dividida entre elas.

Cabo Frio é a que reúne mais canais na lista. A Jovem TV nasceu como televisão comunitária no bairro Jardim Esperança e hoje vai ao ar no 8 da Nova Costa, cobrindo a parte central do município, com jornal de notícias, culinária e quadros de curiosidade. Na mesma operadora estão a Cabo Frio TV, que se apresenta como alternativa às emissoras maiores, a OKTV, no 19, voltada para negócios em toda a faixa litorânea, e a TV Desconto, dedicada a venda e promoção. São grades pequenas, mas com perfis bem separados: quem anuncia serviço de bairro entra numa, quem fala com empresário entra em outra.

Macaé tem a Regional TV, que trabalha o noticiário do município e do entorno e opera do bairro Costa do Sol. O jogo por lá, no entanto, é mais de texto do que de imagem: o Diário de Macaé e a Gazeta Costa do Sol puxam a audiência de notícia, e a Câmara mantém transmissão própria. Para o anunciante isso muda a conta, porque a verba se divide com portal e jornal em vez de ficar só entre telas.

Rio das Ostras é a única da lista sem televisão própria. O noticiário fica com os portais, entre eles o Portal Rio das Ostras, no ar desde 1998, e o Rio das Ostras 24h, e a imagem chega pelo sinal regional que sai de Cabo Frio. Quem quer falar só com quem mora ali acaba montando o plano com portal e digital, e usando a televisão para pegar a região inteira.

Para uma rede com loja em mais de um município, isso abre uma alternativa interessante ao plano regional. Em vez de pagar cobertura ampla e desperdiçar boa parte dela, dá para comprar três praças pequenas e falar com cada uma no veículo que ela assiste.


Quanto custa uma inserção municipal

É aqui que o canal da cidade se diferencia de verdade. O preço de uma inserção em emissora local fica bem abaixo do que cobram as emissoras de grande alcance, porque o número de telespectadores é menor e a estrutura de operação também.

Na prática, isso permite frequência alta com verba pequena. Uma empresa que não conseguiria bancar cinco inserções por semana numa afiliada de rede consegue vinte na emissora daqui, e é a repetição que faz o telespectador guardar o nome.

O modelo de venda costuma ser mensal, com um número fixo de exibições distribuídas pela grade, e a negociação é feita direto com a emissora, sem intermediação de praça.


Formatos: inserção, patrocínio de quadro e entrevista

A inserção é o filme no intervalo, e é o ponto de partida. Mas um veículo desse porte costuma ter uma flexibilidade que a grande não tem, e é aí que aparecem os formatos que rendem mais.

O patrocínio de quadro amarra a marca a um bloco fixo da programação, como a previsão do tempo, o giro de notícias ou a agenda cultural. Sai por um valor mensal e coloca o anunciante junto de um conteúdo que o público procura de propósito.

Existe também a participação editorial, com o dono do negócio entrevistado sobre o assunto que domina. Não substitui o filme e não deve ser vendida como notícia disfarçada, mas constrói autoridade de um jeito que nenhum comercial de trinta segundos constrói.


Como medir o retorno de uma campanha desse tipo

Televisão de alcance pequeno tem uma vantagem rara: dá para medir quase manualmente. Um código dito no ar, um cupom válido só naquele mês ou uma pergunta simples no balcão já mostram quanta gente chegou pelo filme.

Vale também acompanhar a busca pelo nome da empresa no período. Campanha de TV costuma aparecer como aumento de procura direta pela marca, e não como clique em anúncio, então o sinal aparece no Google e não na plataforma de mídia.

O que não funciona é medir na primeira semana. Frequência leva tempo para virar lembrança, e avaliar uma campanha com sete dias no ar é decidir cedo demais.


Que tipo de empresa aparece bem nesse veículo

Funciona muito bem para quem depende de vizinhança: supermercado, ótica, farmácia, material de construção, autoescola, clínica odontológica, restaurante e escola de curso livre. São negócios em que a distância pesa na decisão do cliente.

Funciona também para quem precisa de credibilidade rápida. Aparecer no telejornal da cidade coloca um negócio novo no mesmo lugar em que estão as empresas antigas da praça, e isso encurta o tempo que o público leva para confiar.


Produção audiovisual para a emissora da praça

A DTO produz comerciais completos para TV local, roteiro, filmagem, edição e entrega dentro dos padrões técnicos da TV Zoom, TV Cidade e demais emissoras locais de Nova Friburgo.

Possuímos uma estrutura que contempla o processo necessário para a criação de audiovisual, com equipe especializada, estúdio de gravação, ilha de edição e equipamentos de última geração. Filmar na própria loja, com o dono aparecendo, costuma render mais nesse tipo de veículo do que um filme genérico, justamente porque o público reconhece a pessoa.

A página de filme publicitário e comercial para TV detalha como o processo funciona, do roteiro à entrega no padrão técnico que cada canal exige.


Quando o alcance municipal não basta

Se o cliente vende para toda a Região Serrana, a grade da praça sozinha deixa dinheiro na mesa. Aí entra a InterTV SerraMar, afiliada da Globo, que cobre a serra e o litoral com a maior audiência da área.

Existe ainda o caminho do meio, com custo por exibição menor e público mais popular, que é o anúncio no SBT Interior RJ. A DTO adapta o mesmo material para cada grade e cuida da negociação com todas elas.


TV local e campanha digital integradas

Televisão e digital fazem coisas diferentes, e é justamente por isso que se completam. O veículo municipal entrega alcance dentro do próprio território sem que ninguém precise procurar pela marca, e o digital permite retomar quem já viu o filme, segmentando por bairro, por interesse e por horário.

Na prática significa rodar o comercial na grade e, em paralelo, manter Google Ads e impulsionamento no Instagram e no Facebook falando com o mesmo público. Uma coisa constrói o reconhecimento, a outra colhe a intenção de quem já reconheceu.


Onde a DTO atende

Ficamos em Nova Friburgo e atendemos também as demais cidades da Região Serrana, entre elas Petrópolis e Teresópolis, além de Rio das Ostras, Macaé e Cabo Frio, na Região dos Lagos.

Conte o que precisa divulgar, para qual município e em que período. A partir daí montamos a produção e a distribuição das exibições.

Para escolher entre mais de um veículo, reunindo televisão, rádio, jornal, portal e mídia exterior, veja como montar um plano de mídia.

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